Saudações. Você não me conhece, eu não te conheço, mas as melhores histórias são aquelas que nos são contadas quando menos esperamos. Ah, me desculpe, eu não me apresentei: Meu nome é Desmond Walker, e estou escrevendo da prisão. Bom, não sou eu especificamente que está escrevendo, mas isso não importa. Amanhã será meu último dia de vida, pois fui condenado à morte e, como último desejo, pedi para que escrevessem a história da minha vida num livro. Portanto, eu terei dois dias para resumir 56 anos do mais puro e legítimo sofrimento em algumas páginas. Por que eu estou fazendo isso? Para mostrar a vocês que seus problemas não são nada. Vou usar a minha dor pra fazer a sua parecer uma brincadeira de criança, assim você pode até começar a dar mais valor à sua vida e parar de se preocupar com problemas pequenos. Podemos começar? Darei início pela parte mais óbvia:
Nasci no dia 17 de abril de 1955, um domingo, às 14:33. Nascido num hospital? Não, nascido num hospício. Minha mãe foi internada, por tempo indefinido, pelo meu tio, sob o pretexto de que "ela não tinha condições de criar um filho, nem de reger uma família". Bastardo filho da puta, por mais clichê que possa soar, ele queria o dinheiro do qual minha mãe estava recebendo de herança, da vadia da mãe deles. Não se preocupem ainda, a briga com minha avó é para uma outra hora. Ele tinha razão sobre a minha mãe, mas ela era minha mãe, ela tinha tratamento, por mais difícil que fosse, ele não tinha o direito de fazer aquilo.
A essa altura, você deve estar se perguntando em quais condições minha mãe estava, correto? Pelo que eu lembro de ter ouvido do meu pai, com quem passei boa parte da minha "querida" infância, ela tinha usado tantas drogas na vida que ela não conseguiu uma overdose, ela conseguiu, sabe-se lá como, um transtorno dissociativo de identidade (a famosa síndrome das múltiplas personalidades), depressão, tendências suicidas e esquizofrenia. Colocando em termos diretos, ela poderia ir de uma personalidade autodestrutiva para uma alucinada ou uma extremamente mórbida e "obscura" conforme a vontade da mente dela. Essa era minha querida mãe.
Com vossa licença, vou tomar um café. Assim que eu terminá-lo, conto como foi viver com meu pai.
- nossa, amor.
ResponderExcluirpelo que bem te conheço e sei da sua imaginação, será um choque por cima de outro HAHA
te amo, e não mata tua namorada de curiosidade, ok? ;@@@@@@:
curiosidade G.G
ResponderExcluirUma ótima ideia a sua, de fazer um conto cujo mesmo contasse algo sobre dor e sofrimento de alguém. Muitas pessoas acham que os seus "probleminhas" são piores do que muitos outros problemas de pessoas que realmente tem problemas, se me entende.
Gostei da ideia mesmo, pois sou focada a essas coisas também g.g
Ah e, to curiosa. :o
Rafael, para ser absolutamente sincera com você, já tive aqui uma outra vez, há algum tempo. Até te sigo já. Mas, hoje foi a primeira vez na qual parei realmente para ler seus contos.
ResponderExcluirE eu não poderia ter escolhido momento melhor, peguei o início dessa história, ou melhor, estória. Meus olhos leram essas palavras e minha mente me alertou do que está por vim, mas meu coração insistiu que eu devo prosseguir como fiel leitora desse conto, tão terrorista, em modos fisicos, psicológicos, mas que nos inspira a continuar prosseguindo na leitura-aventura.
Fazendo uma confissão: O sombrio me atrai! Gosto de masoquismo, claro que estou falando de personagens!
Forte abraço!
Eduarda, sempre existirá alguém em pior situação que você, sempre. Somei a essa idéia o meu lado sádico, e agora vou terminar esse conto. Vou matar sua curiosidade em pouco tempo, espere só.
ResponderExcluirJaynne, normal seguir e não ler, confesso que até eu já fiz isso. Mas, sobre o alerta da sua mente, não confie, eu pretendo explorar cada possibilidade de sofrimento possível a um ser humano. Cada um. Então, nem eu sei o que está por vir, haha.
Obrigado às duas por se propôrem a ler esse conto.